Crepúsculo (como deveria ser)


Capítulo 666: Libertando a besta.


Essa minha aparência jovem de belo moço é uma máscara para minhas centenas de anos, e apesar de minha experiência avançada nas questões do amor, é sempre em torno desse sentimento que me baseio para caçar minhas presas: jovens e belas moças, centenas de apaixonadas, mortas pela ilusão de minhas promessas tão sem vida quanto o cadáver que sou.


Tal como aconteceu com minha mais recente conquista, Bella Swan, tão bela quanto o nome. Já conheci o mundo inteiro, já beijei centenas de jovens, mas são poucas as vezes que um vampiro como eu tem a sorte de abraçar uma ninfa tão doce como ela.


Durante anos vivendo numa cidade chuvosa, eis que encontro um rosto de menina, com um olhar lânguido de inocência e ternura traduzindo o clamor de desejo de seu corpo. Uma virgem de corpo jovem e delicioso, cujo ventre ardia como as chamas da luxúria que alimenta o inferno. Uma graciosa e tímida donzela, tentação para um pecador como eu.


Seus lábios virgens e levemente rosados encontraram os meus e ela não conseguiu conter sua paixão. Em poucos segundos eu já a havia deixado nua, e ela se entregava com prazer. Tremia com timidez entre gemidos, pronunciando "Edward, meu amor" quando eu já estava dentro dela, nossos corpos em harmonia como se fôssemos um único ser entre as árvores daquela natureza úmida e misteriosa.


Tão fácil, e tão minha... Bella se entregava completamente com cada vez menos pudor, dominada pela sedução hipnótica de minha persuasão.


Saboreando o perfume humano de seu pescoço, dei leves mordidas. O sangue dava um gosto melhor ao seu corpo. Tanto que não pude resistir nem mais um segundo, e cravei meus dentes até ela gritar. Senti que a jovem jorrava prazer entre as pernas. Os seios dela também estavam deliciosos quando os bebi. Seu sangue animou minhas veias com mais vida e vigor, e me senti novamente vivo, como sempre me sinto após uma caçada.


Mas ela era especial, exalava paixão de todos os poros do seu corpo. O amor brilhava em seus olhos. E eu também a amei. Ainda a amo, e a carregarei para sempre em meus vasos sanguíneos.


Seus olhos perderam o brilho, sua respiração parou. Porém, eu a queria mais. Após beber todo o sangue que podia, abri seu peito e arranquei seu coração. Nunca me senti tão vivo ao saborear e engolir cada pedaço daquele seu músculo delicioso.


De fato, foi uma caça especial porque há tempos eu não sentia a vida invadindo minhas veias de forma tão enérgica. Roubar sua vida libertou novamente a besta que adormecia dentro de mim, um sacrilégio, já que o assassinato foi cometido contra uma pessoa que me amou perdidamente, e por isso mesmo foi tão doce...


Naquela noite começou a chover após sua morte. A natureza se encarregou de limpar meus rastros, e eu prossegui meu caminho à procura de mais jovens dispostas a morrer de amor.


FIM


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