Lá vai o poeta


“Embriaguem-se com vinho, poesia, e virtude!”

— Charles Baudelaire


Neste Domingo, dia 22 de Dezembro de 2019, dei uma olhada nos vários pacotes que a Editora Círculo Soturnos está enviando durante o fim de ano para todo o Brasil. E entre vários livros vi a Antologia Soturnos Vol. 4 pronta para ser enviada amanhã para o poeta Danilo Lopes, junto com mais exemplares de seu livro solo (O Despertar da Poesia) que serão enviados a seus amigos que compraram seu livro de poesia.


O lançamento da obra “O Despertar da Poesia” ocorreu nesse dia 20, sexta-feira, em São Luís, no Maranhão. Muito longe da base da editora, que fica no Rio de Janeiro.


O evento ocorreu com a produção de Aurea Silva, mãe do poeta, que, com a intenção de fazer uma surpresa ao filho, entrou em contato com a Editora da Coruja e reservou dezenas de exemplares para o grande lançamento, que teve sarau, apresentação musical, etc.


Danilo Lopes, pelo o que entendi, lançaria seu livro de cerca de 75 páginas em formato de fanzine mesmo, ou em material simples, sozinho, “na coxa”, como ele diz. Ou seja, nada muito extravagante; mas sim, simples, como o poeta é. Uma pessoa humilde, mas com muito talento.


Então vi que poderia ser feito mais pela obra dele. Este já é o segundo livro que pego para editar, que vejo que merece uma edição à altura de sua obra. O primeiro, foi o de karin poetiza – ela me mostrou seu livro feito em outra editora e eu pensei: “Não, isso não está certo. O trabalho dela merece uma edição melhor”. Então preparei para ela um livro de encantar os olhos, pela qualidade gráfica, e com uma divulgação melhor.


O mesmo fiz com a obra de Danilo Lopes, mas de uma outra forma. De um livro que poderia ser simples, deixei para a editora uma obra com capa Triplex 300g, orelha, acabamento em brilho e papel sulfite 90g. Além de preparar uma boa divulgação com vídeo, página do autor e marketing para todo o Brasil através da loja virtual da editora. Porém, eu queria fazer muito mais. Com o orçamento limitado, isso não foi possível.


De qualquer forma, foi bom saber que tudo deu certo no evento de lançamento organizado por sua família no Maranhão, e que o livro agradou a todos!


Ao ver que Danilo revende seu livro na rua, eu me lembro de como comecei a vender minha poesia. Em fanzines, feiras e saraus, eu promovia sozinho minha poesia e recebia alguns trocados, que mais tarde eram revertidos em vinho, e mais poesia!


Já fui um poeta de rua, meus livros eram feitos em minha própria impressora - tudo muito simples e caseiro, e escrever para as pessoas, tal como eu fazia nas ruas, tentando captar o que há de melhor nelas, na minha visão, é despertá-las para a poesia. E é nesse clima de despertar de fim de ano que ofereço a seguir meu presente para o poeta Danilo Lopes. Espero que goste, amigo. E que seu livro seja o começo de um grande despertar!



Lá vai o poeta


Lá vai o poeta...

Olhando assim, ninguém diz!


Mas esse cara veio do abismo

Onde vozes clamam por mais arte,

Versos desesperados que eu cismo

Ouvir cada frase, cada parte.


E a cada passo humilde na rua,

Caminhando como um salvador,

Vai no bolso uma caneta crua

E um papel mágico e trovador.


Sendo maior que os homens, que a dor;

Não tendo nada oferece um mar

De glórias, sonhos, vidas e amor

— Um só grito infinito ao cantar.


Lá vai o poeta...

Olhando assim, ninguém diz!


Mas esse herói tem nas mãos um mundo

Cheio de aventuras e canções.

Um trabalho difícil e profundo

De se arriscar por mais emoções.


Uma tarefa louca em sentir,

Cantar, representar e sonhar;

Para, quem sabe, fazer-se ouvir

E tentar seu ouvinte salvar.


Lá vai o poeta!

Quem vai pará-lo?! Quem vai agarrá-lo?!


Ninguém!


Porque ninguém para o andar colossal de um gigante movido pelas mil carruagens da esperança de seus sonhos infinitos.


Olhando assim, nem parece!

Mas ele enxerga mais além do horizonte. Como um profeta, sabe o caminho da glória.


Cataclismos, tremores na Terra!

Porque lá vai o poeta em seus sonhos

Além do tempo, do mar, da serra,

Com bufões risonhos e tristonhos.


Lá vai o poeta.

Olhando assim, ninguém diz.




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