A moda dos vampiros na literatura

Uma breve análise sobre o comportamento e a cultura por trás da influência literária e cinematográfica.



Sobre o tema deste artigo, acho que a pergunta que predomina é a seguinte: “Os vampiros nunca sairão de moda?”. Em todas as épocas temos desde mitos locais a romances famosos que tornam os vampiros cada vez mais “imortais”. O fascínio pelo tema é tão grande que já existem até organizações comportamentais por todo o mundo, sejam em forma de fã-clubes ou até mesmo religiosas, com seus dogmas, seus ministros, suas reuniões secretas e suas festas. Uma abrangência do mito que traz como consequência uma cultura por trás da literatura, do cinema, da música e do comportamento das pessoas que admiram o tema. Sendo material de destaque para as editoras e a indústria do entretenimento.


Para o escritor, é sempre muito difícil não ter sua obra original sendo confundida com mais uma publicação da moda. Atualmente temos centenas de lançamentos sobre o tema, em sua maioria embarcando no sucesso de grandes best-sellers e filmes famosos. Aproximando as obras ao julgamento às vezes equivocado de que se trataria de uma imitação ou mesmo plágio.

Em junho de 2010 a moda dos vampiros cresceu muito nos Estados Unidos, alimentada pelo cinema e TV. A modelo e atriz Seregon O’Dalley, por exemplo, dizia que detestava alho, bebia sangue duas ou três vezes por mês e garantia que tinha morrido num acidente de trem em 1892. Ela organizava reuniões estruturadas em que os vampiros se encontravam em hierarquias secretas, lugares sigilosos e cursos especializados. "Nós nos reunimos para falar da nossa situação", explica a atriz, entrevistada em sua residência em Nova Jérsey (oeste de Nova York), um apartamento com cortinas escuras - já que os vampiros não suportam a luz do dia - e decorado com gárgulas e morcegos, que protegem o lugar. "Mas já não mordemos pescoços, agora tudo é na base do consenso", assegura.


E não era a única. A moda cresceu ainda mais com o surgimento das séries “True Blood” e “Vampire Diaries”, além de outros filmes e livros da saga “Crepúsculo” (Twilight).


E quem pensava que após “Entrevista com o vampiro” não teríamos tão cedo mais lançamentos sobre vampiros, enganou-se com a nova febre proporcionada pela novidades envolvendo o tema. Interessante para alguns, horrível para outros. Já que algumas novidades não pareciam tão boas assim para os fãs de obras mais adultas.

O tema não é só para os adolescentes, também há muitos adultos convertidos à causa através de Anne Rice, a escritora que fez sucesso em 1976 ao falar de um vampiro adulto moderno e despojado de suas origens europeias no livro "Entrevista com o Vampiro", uma espécie de sucessor do Conde Drácula, o famoso morto-vivo oriundo da Transilvânia (Romênia) e condenado por Bram Stoker no final do século XIX a errar eternamente sedento de sangue.


Um exemplo da moda, que não sei se podemos considerar como sendo fanatismo, é o depoimento do leitor Joaquín Latina (publicado na The Express Tribune), que diz ter 2.744 anos, mas cujo passaporte registra apenas 35. Não apenas devorou toda a literatura existente sobre o tema, como também não perdia nenhum episódio de "True Blood", que, como a maioria dos adultos de sua época, considerava uma abordagem superior a "Crepúsculo". Segundo ele, "Os vampiros me fascinam desde a infância".


Exageros à parte, considero o tema fascinante e não creio que seja prejudicial à saúde psicológica das pessoas. O perigo está na dificuldade de determinados indivíduos em assimilar o entretenimento. Pessoas de mente fraca podem exagerar e confundir a fantasia com a realidade. Mas se vampiros existem, essa não é a questão. Estamos falando de moda, e não de vampiros.



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